sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Natal longe de casa

Este vai ser um Natal de estreias: o primeiro enquanto casado, o primeiro longe de casa e o primeiro a bordo de uma plataforma (em que se trabalha todas as 24 horas do dia). Já agora, julgo que será também o primeiro sem receber presentes...

Apesar destas condicionantes todas, estou certo que mal nenhum virá ao mundo. Ou no máximo, ao "nosso" mundo. Sim, porque apesar de estar rodeada pela família, com as crianças a alegrar a casa, a missa do galo e os pés à lareira, sei que a Sofia já se habituou à minha presença (já passamos três natais juntos) nesse dia de partilha, pelo que acredito que vá sentir tanto a minha falta tanto quanto eu sentirei a de todos.

Contudo, desnecessário será dizer que isso não limita minimamente as nossas acções e espírito: estaremos no pensamento um do outro e isso significa bem mais do que a troca de presentes. O Natal para nós será noutro dia, pode ser no dia 30 (dia em que volto a casa), que ninguém dará por nada...

A festa será passada de forma diferente (mais no meu caso), mas isso é só um pormenor que não trará menos alegria de viver. Pelo contrário, é nestas alturas que nos devemos lembrar das coisas boas que a vida nos tem proporcionado. E se faço isso constantemente, desta vez não haverá excepção. Esse é o melhor presente, que recebo todos os dias: a confiança de que estamos a construir uma vida de qualidade, em que os sentimentos se sobrepõem a tudo o resto. Haja amor e o restante virá por acréscimo...

domingo, 14 de dezembro de 2008

Parabéns ao novo casal!

Já lá vai uma semana. No passado domingo estava um "pouco" melhor: a comemorar o casamento da Tânia e do Humberto (Beto para a malta do Norte!), a partilhar da sua alegria, a contribuir para que o dia se tenha tornado inesquecível.
Não me vou esquecer do momento em que o padre perguntou se achavam que aquele devia ser o pior dia das suas vidas... Tenho que concordar que é muito bem visto, apesar da conotação do "pior": se aquele dia de felicidade foi o pior, imaginem como vai ser o resto da vida deles!
Assim espero e desejo, que este tenha sido o passo certo para ambos.
Não posso deixar de lembrar que foi por causa da sua relação que conheci a Sofia. Por isso, também tenho de lhes voltar a dizer: Muito obrigado!
Para mim, estar presente na cerimónia e boda foi algo de surpreendente, pois já devia ter partido para mais uma viagem. Felizmente, tudo se conjugou e só agora é que já estou a trabalhar. Só calhou mal não ter conseguido fazer uma surpresa aos noivos, pois "esbarrei" com o Beto menos de dois dias antes. Se o quisesse encontrar não conseguia!
O que mais interessa é que eles estão agora em Lua-de-Mel, a preparar-se para esta grande aventura! Muitas Felicidades!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Últimas semanas

Estas últimas semanas têm sido complicadas. Como foi referido pela Sofia, em Setembro o avô Albino deixou-nos. Para mim, aqueles dias foram especialmente tristes. Não só por saber que alguém a quem me afeiçoei estava a deixar-nos sem ter hipótese de me despedir e agradecer o carinho com que me acolheu na sua família, mas também porque estava ainda em Angola quando isso aconteceu. Mais uma vez, a minha viagem de volta foi sendo adiada e, sabendo do que se passava aqui, a minha angústia cresceu um pouco mais do que o normal. Principalmente por querer estar junto da Sofia e do resto da família para os poder apoiar. A verdade é que quem me conhece, sabe que tenho uma atitude bastante optimista sempre e encaro a morte como uma situação normal. Mesmo assim, compreendo a dor de quem perde alguém que significa algo para si, alguém que é uma referência, tal como a Sofia já disse. Por isso me custou tanto passar aquele período longe.
Felizmente, o pior passou, todos estão a seguir as suas vidas, guardando as boas recordações dos que partiram e assim é que deve ser...
Até eu agora já tenho outras coisas com que me preocupar. Mas disso falarei em breve, para já ainda não é altura...

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

o meu AVÔ

Hoje quero deixar aqui uma simbólica homenagem a este Senhor - O meu AVÔ Albino.
Porque a vida não é eterna, no dia 18 de Setembro a resolveste ir descansar.
Mas importam as memórias que ficam. As coisas que fizemos juntos quando eu era mais pequena e te ajudava no campo.
A ajuda que me deste para eu ser quem sou hoje.
Recordo com um sorriso nos lábios a tua presença no meu casamento. Dizias que não sabias se chegavas lá, que ía ser difícil ires... mas lembro a tua felicidade em toda a festa de mão dada com a Avó Angelina. A forma como ficaste até ao fim da festa porque te sentias bem.
Obrigada por todo o carinho, por todas as palavras mas principalmente pela grande contribuição que deste para eu ser uma pessoa melhor.
E porque um adeus é muito doloroso, até breve querido AVÔ.

O campo...

A pedido da minha querida Cláudia oiçam O CAMPO algo para deliciarmos os ouvidos... e o coração.

domingo, 14 de setembro de 2008

Férias

Depois de umas longas férias... tenho andado ocupada e com pouca inspiração... volto para recordar um pouco as nossas férias.
Conseguimos estar de férias em conjunto. E soube tão bem.
Passamos por locais fantásticos de Portugal. Ficou a vontade de regressarmos a alguns locais com mais tempo.
Vou só deixar algumas fotos porque continuo pouco inspirada.
Estou ansiosa pelo teu regresso. Mas tás quase de volta. Até já.



Uma passagem pela Régua, a caminho de Sabrosa onde pernoitamos.

Bragança By Night - A vista do nosso quarto.

Mosteiro de Pitões das Júnias - vale a pena ir até lá e passar também pela cascata.

Por fim, voltamos ao ínicio... o nosso primeiro pôr do sol, o nosso primeiro dia dos namorados... e passados estes anos estamos ainda mais unidos e felizes.

sábado, 13 de setembro de 2008

Amizades

Nesta fase da minha vida, tenho tido a oportunidade de conhecer muitas pessoas, estabelecer bons contactos e, acima de tudo, de fazer alguns amigos. Além dos grandes amigos que, em casa, me têm apoiado sempre, também os tenho feito aqui em Angola, onde tenho estado nos últimos meses.

Como sempre fiz, respeito todos e trato todas as pessoas por igual, tentando dar o meu melhor para ensinar o que posso e escutando atentamente o que têm para me dizer, aprendendo muito sobre diversas coisas. Não é possível conhecer uma cultura apenas olhando para ela, é preciso ouvir quem a conhece bem, perceber os significados das atitudes e formas de viver.

Por aquilo que tenho escutado, a família é muito importante, imprescindível mesmo. Muitos até têm o desejo de sair do país e procurar alternativas mas a dificuldade em largar as raízes é, regra geral, mais forte. Outros, vendo as coisas doutra forma, largam amarras, para poderem proporcionar conforto aos que lhe são mais próximos (tal como eu estou a fazer).

No que a mim diz respeito, impressiona-me o carinho com que me tratam, como me respeitam e admiram, mesmo sem eu fazer nada de especial para que isso aconteça. Apenas sou eu próprio, sem ideias pré-concebidas. Tal como para eles, a família é o mais importante para mim e não deixo de falar nela sempre que posso. Os que sabem um pouco sobre mim, são ainda mais amáveis, nunca se esquecendo de me perguntar pela família, enviando cumprimentos à sua cunhada (a Sofia, claro!), tratando-me por Tio Pedro ou até Pai Pedro (a mim, que nem sequer tenho filhos nem sobrinhos – espero que não demore muito!), nunca me deixando faltar nada e revelando, em cada despedida, a importância que tive para si. Até pode parecer graxa mas, vendo a alegria com que me saúdam e a tristeza com que se despedem de mim, não acredito que o façam por interesse. Costumo ser um bom avaliador de carácteres e sei separar o trigo do joio, por isso afirmo sem hesitar que a genuinidade daqueles a que me refiro não pode ser posta em causa. Eles sabem quem são e para eles: muito obrigado e até um dia!

Tudo isto que disse tem um propósito. A cada dia que passa, sinto mais a falta dos que estão lá em casa. A companhia dos que, por aqui, me vão alegrando os dias, ajuda-me a ultrapassar um pouco a saudade, embora o mais importante seja saber que aos que me fazem realmente falta, não preciso dizer adeus, pois estarão sempre por perto. Digo-lhes apenas: Até já!