Tal como o Natal, todos os dias podem ser dias dos namorados.... chegar a casa, ter o jantar a caminho, pensado com contornos afrodisíacos... lareira quase acesa (tive que dar uma ajuda)! Camarões acompanhados com molho cocktail (muito normal mas bom) e com molho especial extra picante (com jindungo)... 1 garrafa de Via Latina, bem fresquinho! hum...
O Paços de Ferreira - Porto parece que está aí para atrapalhar, ou talvez não...
Nestas alturas penso sempre que tenho uma sorte incrível. Tenho um homem fantástico ao meu lado. Tem os seus defeitos, todos temos, mas embora diga que não é romântico... bem que podia dar umas aulas por aí!
Agora o Porto sempre joga, e eu estou a ter a minha noite romântica... lareira acesa, mimos, deitada no colo do meu fon-fon-fon, a ler o meu livro de momento (uma pausa para a escrita). Fora alguns palavrões contra os jogadores, comentadores e às vezes os árbitros, a noite até está a ser normal. Quer dizer... os palavrões até são normais...
Agora vou continuar a minha leitura e talvez sonhar com Barcelona, que mais 4 dias e passa a ser realidade.
E assim vamos construindo o nosso dia a dia. Um dia de cada vez, um dia mais para construirmos algo válido com pequenos pormenores que fazem o outro mais feliz.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Neste dia...
…Lembro-me sempre da primeira viagem que fizemos juntos! A Sofia já o referiu aqui mas nunca é demais recordar como a paixão que nos unia nessa altura continua intocável. Com certeza que por esta altura estamos mais acomodados mas se há prova de que pouco mudou com o tempo e com o casamento, ela encontra-se neste blog. Sempre que escrevemos algo, estamos a pensar sobretudo no outro. O que não quer dizer que só nesses momentos nos lembremos um do outro. O tempo, ou a falta dele, aliado a alguma preguiça de ambos, faz com que não escrevamos tanto como gostaríamos.
Mas hoje é merecido que se escreva, pois sei que a Sofia gosta destes pequenos mimos! Claro que não me vou pôr para aqui com lamechices, pois não sou assim no dia-a-dia e o mesmo se passará hoje! Já diz a música:
“Toda a gente - fon-fon-fon.fon -
só desdizem o que eu digo:
... Que a tuba - fon-fon-fon-fon -
tem tão pouco romantismo...
Mas ele toca -fon-fon-fon-fon-
e é a fanfarra que eu sigo.
Se o amor é fon fon fon fon
que se lixe o romantismo!”
Espero que desta vez não te emociones, mas que te surpreendas e sorrias perante esta minha declaração diferente! De qualquer forma, Feliz dia de S. Valentim, ainda que à distância!
só desdizem o que eu digo:
... Que a tuba - fon-fon-fon-fon -
tem tão pouco romantismo...
Mas ele toca -fon-fon-fon-fon-
e é a fanfarra que eu sigo.
Se o amor é fon fon fon fon
que se lixe o romantismo!”
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Ver-te partir
Sempre que escreves consegues surpreender-me e emocionar-me. Deixas-me sem palavras porque descreves de uma forma tão simplista e ao mesmo tempo tão acertada a nossa forma de estar... a minha forma de estar.
Devo confessar que desta vez me custou mais sentir-te longe. Não custou ver-te partir. Isso já faz parte... já não me choca. Mas o dia a seguir desta vez foi mais difícil de suportar. Já voltei a estar mais tranquila... sei que em breve vais estar de volta. Este fim de semana, entre dar um ar mais arrumado ao nosso espaço e fazer exercícios de consciência com a nossa amiga "C", pouco parei para sentir a tua falta. Amanhã já é dia de trabalho e sei que tenho muitas coisas para pôr em dia. Saber que a viagem de Aberdeen para o rig já foi adiada 3 vezes por causa dos riscos do voo não me deixam tranquila, mas também sei que se foram adiadas é porque os profissionais sabem o que estão a fazer.
Já agora... ainda não fiz nenhum jantar de cereais... só um de leite e torradas... mas já passei uma noite quase toda no sofá! O quarto fica imenso sem ti...
Devo confessar que desta vez me custou mais sentir-te longe. Não custou ver-te partir. Isso já faz parte... já não me choca. Mas o dia a seguir desta vez foi mais difícil de suportar. Já voltei a estar mais tranquila... sei que em breve vais estar de volta. Este fim de semana, entre dar um ar mais arrumado ao nosso espaço e fazer exercícios de consciência com a nossa amiga "C", pouco parei para sentir a tua falta. Amanhã já é dia de trabalho e sei que tenho muitas coisas para pôr em dia. Saber que a viagem de Aberdeen para o rig já foi adiada 3 vezes por causa dos riscos do voo não me deixam tranquila, mas também sei que se foram adiadas é porque os profissionais sabem o que estão a fazer.
Já agora... ainda não fiz nenhum jantar de cereais... só um de leite e torradas... mas já passei uma noite quase toda no sofá! O quarto fica imenso sem ti...
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Prioridades
Depois de dois anos nesta vida de idas e regressos, sei que ainda nos custa dizer adeus de cada vez que nos separamos...
A opção de vida que fizemos (terá sido imposta? não me parece...) obriga a estas despedidas constantes, apesar de, na verdade, nunca estarmos sem contacto durante muito tempo, felizmente. Todas custam e, apesar de já nos termos habituado, parece que é sempre a primeira vez...
Para a Sofia, sei que lhe custa não me ter em casa a preparar-lhe o almoço, à noite para a abraçar, enfim, aquelas coisas a que todos nós facilmente nos acostumamos...
Mas até nisso lhe tenho de dar o valor! Não é por estar sozinha durante algumas semanas que deixa de viver, de aproveitar as coisas boas que a solidão também pode proporcionar: chegar a casa e comer cereais ao jantar, não ter ninguém a dizer-lhe para ir para a cama quando está a dormitar no sofá, entre outras coisas.
Tenho a certeza que preferia ter-me ao seu lado todos os dias, mas é bom saber que a pessoa com quem decidi partilhar as minhas opções está de plena alma e coração neste compromisso entre o que queremos e o que tem que ser. As prioridades estão bem estabelecidas e percebemos que tudo tem o seu tempo e espaço, pelo que tiramos o máximo partido de todas as situações.
Amanhã estou de viagem novamente, para três semanas no Mar do Norte, e mais uma despedida se avizinha. Mas, tal como até agora, pode custar, mas ultrapassa-se, pois sabemos que estamos sempre um com o outro, para onde quer que vamos!
A opção de vida que fizemos (terá sido imposta? não me parece...) obriga a estas despedidas constantes, apesar de, na verdade, nunca estarmos sem contacto durante muito tempo, felizmente. Todas custam e, apesar de já nos termos habituado, parece que é sempre a primeira vez...
Para a Sofia, sei que lhe custa não me ter em casa a preparar-lhe o almoço, à noite para a abraçar, enfim, aquelas coisas a que todos nós facilmente nos acostumamos...
Mas até nisso lhe tenho de dar o valor! Não é por estar sozinha durante algumas semanas que deixa de viver, de aproveitar as coisas boas que a solidão também pode proporcionar: chegar a casa e comer cereais ao jantar, não ter ninguém a dizer-lhe para ir para a cama quando está a dormitar no sofá, entre outras coisas.
Tenho a certeza que preferia ter-me ao seu lado todos os dias, mas é bom saber que a pessoa com quem decidi partilhar as minhas opções está de plena alma e coração neste compromisso entre o que queremos e o que tem que ser. As prioridades estão bem estabelecidas e percebemos que tudo tem o seu tempo e espaço, pelo que tiramos o máximo partido de todas as situações.
Amanhã estou de viagem novamente, para três semanas no Mar do Norte, e mais uma despedida se avizinha. Mas, tal como até agora, pode custar, mas ultrapassa-se, pois sabemos que estamos sempre um com o outro, para onde quer que vamos!
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
É já amanhã...
...Que regresso a casa. Mesmo a tempo de celebrar a passagem de ano com os meus amigos! Mal posso esperar pela viagem que farei amanhã...
Além de ser a entrada para um novo ano, no qual espero muitas coisas boas, para mim e também para aqueles que me estão mais próximos, é também a passagem de mais um aniversário para mim e para a Sofia. Precisamente no primeiro dia do ano, fará 4 anos que nos conhecemos e nos apaixonámos para toda a vida. Lamechices à parte, este vai ser o primeiro aniversário que passaremos no mesmo local em que nos vimos pela primeira vez, naquela passagem de ano que marcou o nosso rumo. Com toda a certeza vai ser especial, até porque estaremos com alguns dos nossos amigos mais próximos, em ambiente de festa. Para nós, os nossos amigos são como família e todos sabemos que podemos contar uns com os outros, para celebrar a vida e para curar as feridas.
Desde já, desejo a todos um Fantástico 2009! É um lugar-comum dizer-se isto mas: Que os sonhos se tornem realidade e que possamos estar daqui a um ano a preparar, ainda com mais entusiasmo, a entrada em 2010!!
Além de ser a entrada para um novo ano, no qual espero muitas coisas boas, para mim e também para aqueles que me estão mais próximos, é também a passagem de mais um aniversário para mim e para a Sofia. Precisamente no primeiro dia do ano, fará 4 anos que nos conhecemos e nos apaixonámos para toda a vida. Lamechices à parte, este vai ser o primeiro aniversário que passaremos no mesmo local em que nos vimos pela primeira vez, naquela passagem de ano que marcou o nosso rumo. Com toda a certeza vai ser especial, até porque estaremos com alguns dos nossos amigos mais próximos, em ambiente de festa. Para nós, os nossos amigos são como família e todos sabemos que podemos contar uns com os outros, para celebrar a vida e para curar as feridas.
Desde já, desejo a todos um Fantástico 2009! É um lugar-comum dizer-se isto mas: Que os sonhos se tornem realidade e que possamos estar daqui a um ano a preparar, ainda com mais entusiasmo, a entrada em 2010!!
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Natal sem ti...
...não é bem Natal.
Sim, vai ser como eu gosto. A família reunida, a ida à missa do galo, abrir as prendas já a noite vai avançada, a algazarra das crianças e dos adultos, comer filhós e beber café quentinho, a lareira,...
Mas faltas-me tu!
Sei que vamos ter a "nossa noite de Natal".
Vou torná-la acolhedora. Pode ser pela noite dentro, com a lareira acesa, café e filhós, prendas... e aí, vamos estar os dois.
Não é bem Natal... mas é a "nossa noite de Natal".
Sim, vai ser como eu gosto. A família reunida, a ida à missa do galo, abrir as prendas já a noite vai avançada, a algazarra das crianças e dos adultos, comer filhós e beber café quentinho, a lareira,...
Mas faltas-me tu!
Sei que vamos ter a "nossa noite de Natal".
Vou torná-la acolhedora. Pode ser pela noite dentro, com a lareira acesa, café e filhós, prendas... e aí, vamos estar os dois.
Não é bem Natal... mas é a "nossa noite de Natal".
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Natal longe de casa
Este vai ser um Natal de estreias: o primeiro enquanto casado, o primeiro longe de casa e o primeiro a bordo de uma plataforma (em que se trabalha todas as 24 horas do dia). Já agora, julgo que será também o primeiro sem receber presentes...
Apesar destas condicionantes todas, estou certo que mal nenhum virá ao mundo. Ou no máximo, ao "nosso" mundo. Sim, porque apesar de estar rodeada pela família, com as crianças a alegrar a casa, a missa do galo e os pés à lareira, sei que a Sofia já se habituou à minha presença (já passamos três natais juntos) nesse dia de partilha, pelo que acredito que vá sentir tanto a minha falta tanto quanto eu sentirei a de todos.
Contudo, desnecessário será dizer que isso não limita minimamente as nossas acções e espírito: estaremos no pensamento um do outro e isso significa bem mais do que a troca de presentes. O Natal para nós será noutro dia, pode ser no dia 30 (dia em que volto a casa), que ninguém dará por nada...
A festa será passada de forma diferente (mais no meu caso), mas isso é só um pormenor que não trará menos alegria de viver. Pelo contrário, é nestas alturas que nos devemos lembrar das coisas boas que a vida nos tem proporcionado. E se faço isso constantemente, desta vez não haverá excepção. Esse é o melhor presente, que recebo todos os dias: a confiança de que estamos a construir uma vida de qualidade, em que os sentimentos se sobrepõem a tudo o resto. Haja amor e o restante virá por acréscimo...
Apesar destas condicionantes todas, estou certo que mal nenhum virá ao mundo. Ou no máximo, ao "nosso" mundo. Sim, porque apesar de estar rodeada pela família, com as crianças a alegrar a casa, a missa do galo e os pés à lareira, sei que a Sofia já se habituou à minha presença (já passamos três natais juntos) nesse dia de partilha, pelo que acredito que vá sentir tanto a minha falta tanto quanto eu sentirei a de todos.
Contudo, desnecessário será dizer que isso não limita minimamente as nossas acções e espírito: estaremos no pensamento um do outro e isso significa bem mais do que a troca de presentes. O Natal para nós será noutro dia, pode ser no dia 30 (dia em que volto a casa), que ninguém dará por nada...
A festa será passada de forma diferente (mais no meu caso), mas isso é só um pormenor que não trará menos alegria de viver. Pelo contrário, é nestas alturas que nos devemos lembrar das coisas boas que a vida nos tem proporcionado. E se faço isso constantemente, desta vez não haverá excepção. Esse é o melhor presente, que recebo todos os dias: a confiança de que estamos a construir uma vida de qualidade, em que os sentimentos se sobrepõem a tudo o resto. Haja amor e o restante virá por acréscimo...
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